Bem vindos!

"A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores.” (Piaget, Jean.
Early childhood education. 1991/pg 97)


Para mim a utilização do formato "blog" representa uma nova proposta de superação. Por ser online qualquer pessoa, a qualquer momento, pode visualizar, contribuir, criticar e atualizar-se. Por isso, conto com sua participação construtiva neste trabalho que faço com tanto prazer e cuidado.

OBJETIVO DO PORTFÓLIO REFLEXIVO:

"Registrar a reflexão crítica entre teoria e prática, demonstrando o processo de construção do conhecimento interdisciplinar, como forma de avaliação participativa do ensino e aprendizagem."
(turma PDM 11)

OBSERVAÇÕES:

As informações contidas aqui foram elaboradas por mim, com base nos estudos do curso de pedagogia, experiências compartilhadas e outras fontes. Blog em contínua evolução! Porque devemos sempre querer ser melhores do que antes ;)



sábado, 11 de julho de 2009

6. A Ousadia de Ser Diferente

O construtivismo e seus colaboradores


Madalena Freire
“Estar vivo é estar em conflito permanente, produzindo dúvidas, certezas questionáveis. Estar vivo é assumir a Educação do sonho do cotidiano. Para permanecer vivo, educando a paixão, desejos de vida e morte, é preciso educar o medo e a coragem. Medo e coragem em ousar. Medo e coragem em romper com o velho. Medo e coragem em assumir a solidão de ser diferente. Medo e coragem em construir o novo. (...) Este é o drama de permanecermos vivos... fazendo Educação.” (Freire, Madalena)

Como percebemos no texto de Madalena Freire, filha de Paulo Freire, o construtivismo propõe que a prática pedagógica seja sempre analisada, reflexiva e transformada. Essas transformações podem causar desequilíbrio, mas é apenas com ele que haverá a mudança.

Fernando Becker

"Construtivismo significa isto: a idéia de que nada, a rigor, está pronto, acabado, e de que, especificamente, o conhecimento não é dado, em nenhuma instância, como algo terminado. Ele se constitui pela interação do indivíduo com o meio físico e social, com o simbolismo humano, com o mundo das relações sociais; e se constitui por força de sua ação e não por qualquer dotação prévia, na bagagem hereditária ou no meio, de tal modo que podemos afirmar que antes da ação não há psiquismo nem consciência e, muito menos, pensamento."

"Entendemos que construtivismo na Educação poderá ser a forma teórica ampla que reúna as várias tendências atuais do pensamento educacional. Tendências que têm em comum a insatisfação com um sistema educacional que teima (ideologia) em continuar essa forma particular de transmissão que é a Escola, que consiste em fazer repetir, recitar, aprender, ensinar o que já está pronto, em vez de fazer agir, operar, criar, construir a partir da realidade vivida por alunos e professores, isto é, pela sociedade – a próxima e, aos poucos, as distantes. A Educação deve ser um processo de construção de conhecimento ao qual ocorrem, em condição de complementaridade, por um lado, os alunos e professores e, por outro, os problemas sociais atuais e o conhecimento já construído.”
"Construtivismo, segundo pensamos, é esta forma de conceber o conhecimento: sua gênese e seu desenvolvimento – e, por conseqüência, um novo modo de ver o universo, a vida e o mundo das relações sociais."
(Becker, Fernando, 1994)

Becker explica com este texto conceitos básicos do contrutivismo, explicitando novamente a importância da pesquisa, avaliação, auto-avaliação, reflexão e mudança.

Paulo Freire

Paulo Reglus Neves Freire (Recife, 19 de setembro de 1921 — São Paulo, 2 de maio de 1997) foi um educador brasileiro. Destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica.

Biografia

Paulo Freire nasceu em 19 de setembro de 1921 em Recife. Sua família fazia parte da classe média, mas Freire vivenciou a pobreza e a fome na infância durante a depressão de 1929, uma experiência que o levaria a se preocupar com os mais pobres e o ajudaria a construir seu revolucionário método de alfabetização.

Por seu empenho em ensinar os mais pobres, Paulo Freire tornou-se uma inspiração para gerações de professores, especialmente na América Latina e na África. Pelo mesmo motivo, sofreu a perseguição do regime militar no Brasil (1964-1985), sendo preso e forçado ao exílio.

O educador procurou fazer uma síntese de algumas correntes do pensamento filosófico de sua época, como o existencialismo cristão, a fenomenologia, a dialética hegeliana e o materialismo histórico. Essa visão foi aliada ao talento como escritor que o ajudou a conquistar um amplo público de pedagogos, cientistas sociais, teólogos e militantes políticos, quase sempre ligados a partidos de esquerda.

A partir de suas primeiras experiências no Rio Grande do Norte, em 1963, quando ensinou 300 adultos a ler e a escrever em 45 dias, Paulo Freire desenvolveu um método inovador de alfabetização, adotado primeiramente em Pernambuco. Seu projeto educacional estava vinculado ao nacionalismo desenvolvimentista do governo João Goulart.


"A Importância do Ato de Ler"

O livro de Paulo Freire apresenta textos de uma palestra sobre a importância do ato de ler, em uma comunicação sobre as relações da biblioteca popular com a alfabetização de adultos. Esta experiência foi desenvolvida pelo autor e sua equipe em São Tomé e Príncipe. Fala sobre a importância da leitura na alfabetização, comentando aprendizados que ocorreram durante sua vida, citando experiências pessoais e profissionais. Também mostra a importância da leitura do mundo para se obter uma leitura da palavra, pois o ato de ler deve se dar na experiência existencial.

O autor relata que o interesse pela leitura da palavra acontece apenas após a interação com o objeto da palavra, através da interação com o meio (ou mundo particular). Cita também que a partir do momento que o indivíduo interage, analisa e adquire interesse/curiosidade quanto ao objeto pode, então, compreendê-lo, apreendê-lo e, assim, memorizá-lo. Não de forma mecânica, mas de um jeito em que aconteça uma assimilação do mesmo. A partir do momento em que o objeto faz parte do mundo particular do educando e que este sente-se instigado a conhecê-lo melhor surge a possibilidade de aprender.

Perecebe-se que Freire utiliza uma linguagem acessível e dialogante, ou seja, proporciona uma leitura agradável. Apesar da complexidade do assunto os objetivos do autor são claros. Freire expõe que é necessário que a questão da leitura e da escrita seja vista como uma luta política, onde apenas compreendendo o problema pode-se caminhar por pocessos evolutivos. O auto sempre lembra da natureza política do processo educativo, assim como a postura do educador que deve ser coerente, conscientizadora e com comprometimento social.

O texto também fala sobre a importância da democracia dentro da sala de aula e da postura de autoridade democrática do professor na mesma. E, para isso, a reflexão é um ponto de partida e acompanha durante todo o processo de desenvolvimento. É preciso saber, por exemplo, que lidar com o povo não quer dizer “defendê-lo” ou “salvá-lo”. Deve-se valorizar a cultura do meio, dando importantância a esta realidade. Freire mostra que importância do ato de ler implica na percepção crítica e na re-escrita do lido e não apenas ler e “devorar” o texto. Deve-se ter compreensão crítica da leitura, pois isso mostra a assimilação sobre o texto.

No segundo texto do livro, Paulo Freire aborda a questão de que o governo trata a educação de forma antipopular. Considerando que a “leitura” do concreto e desvelamento do mundo não são direito do povo. Mostrando o autoritarismo das classes superiores. Neste momento Freire sugere que no lugar da manipulação deve estar a formação de cidadãos críticos, participativos e democráticos. Deve haver também o interesse do governo em investir nisso.

Segundo Freire, a alfabetização de adultos e a pós-alfabetização precisa contribuir para que o povo atue na formação da própria sociedade,já que pertence a ela. O autor considera o ato de estudar, por ser um ato que desperta da curiosidade é a forma de se fazer presente na sociedade, construindo o novo, se posicionando e não apenas repetindo o que outras gerações já fizeram.

Freire explica de uma forma bem simples as etapas que considera importante ao se trabalhar um texto. De forma em que devemos ter um "pretexto", objetivo com a leitura. Então chegamos ao texto, nosso objeto de trabalho. E a partir dele trabalhamos o contexto, ou seja, o todo.

PRETEXTO
TEXTO
CONTEXTO

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